Executivos do JBS devem ser ouvidos novamente sobre a lista de propina que inclui 1.829 políticos e traz, na maior parte dos casos, doações oficias
06.07.2017

Os executivos da JBS devem voltar a ser ouvidos sobre os 1.829 políticos incluídos na chamada lista de propina encaminhada à Procuradoria-Geral da República.

A tabela foi entregue pelo Diretor de Relações Institucionais, Ricardo Saud, e, de acordo com um levantamento da BandNews FM, traz, na maior parte dos casos, doações oficiais.

Ou seja, segundo a JBS, a propina estaria disfarçada de Caixa 1, segundo apuraram os repórteres Pablo Fernandez e Angelo Sfair.

Até hoje, apenas um político se tornou réu por receber vantagens ilícitas via doação eleitoral, o senador Valdir Raupp, do PMDB.

Acusado de corrupção e lavagem de dinheiro, ele nega.

O advogado Daniel Gerber, que defende mais de 20 envolvidos na Lava Jato, lembra que para transformar o Caixa 1 em propina é preciso apontar as contrapartidas:

O lobby não é regulamentado no Brasil e, segundo o advogado Daniel Gerber, se confunde com o crime de corrupção.

Outro advogado que atua na Lava Jato e foi responsável por vários acordos de delação premiada, Marlus Oliveira, acredita ser muito difícil provar a criminalização do Caixa 1:

Para o ministro Marco Aurélio Melo, do Supremo Tribunal Federal, antes de se chegar a qualquer conclusão, é preciso saber de onde veio o dinheiro:

De acordo com a última decisão do Supremo Tribunal Federal, os benefícios concedidos nas delações premiadas, incluindo a da JBS, podem ser revistos, se os colaboradores não cumprirem com o combinado ou se as revelações feitas não forem eficazes para as investigações.

Em nota, a Procuradoria-Geral da República afirmou que as informações prestadas pelos executivos da J&F ainda estão sob análise.

A J&F, por sua vez, esclarece que colaboradores já diferenciaram os valores pagos a título de doação oficial e de caixa dois.

 

Fonte: Bands News FM

[ssba]

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