PROGRAMA DESENVOLVIDO PELO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO DF PROMOVE ACESSIBILIDADE
01.03.2016

Um programa destinado a facilitar a locomoção de servidores com deficiência, lançado há pouco mais de um mês pelo TJDFT (Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios) vem chamando a atenção de quem visita o tribunal e, principalmente, das pessoas com dificuldade de locomoção. O Programa de Inclusão da Pessoa com Deficiência foi regulamentado em dezembro do ano passado pela presidência do tribunal.

NIC

O projeto está sob a coordenação do NIC (Núcleo de Inclusão) e tem como objetivo promover a sensibilização dos servidores no atendimento ao público final e a inclusão dos deficientes no ambiente de trabalho.

A servidora Maria José Barbosa, assistente social e responsável pela coordenação do NIC, explica que uma recomendação do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) pede a criação de grupo de trabalho nos tribunais para atender as pessoas com deficiência, mas o TJDFT saiu na frente, criando um núcleo destinado a identificar as demandas dos servidores nas diversas deficiências.

“A gente tem uma Comissão Multidisciplinar de Inclusão, que separadamente atende a áreas específicas como tecnologia da informação, transporte, administração predial, segurança, saúde e recursos humanos”, diz. Segundo a coordenadora, o trabalho começou pela sensibilização dos servidores do tribunal. “Trabalhar com deficiência é trabalhar com o preconceito”, destaca.

Servidor

Para o advogado Ernandes Alves, que trabalha em um dos gabinetes do tribunal desde 2012 e é deficiente visual, trabalhar em um local que busca atender às suas necessidades é fundamental para o bom desempenho da função. “Tenho estagiários para ler os processos para mim e um sistema de leitor de telas. Tudo que eu faço no computador, o programa vai me falando”, conta.

Além da ajuda da tecnologia, os servidores do tribunal portadores de deficiência contam com lupa eletrônica, pisos táteis e vagas de estacionamento para cadeirantes, entre outras comodidades.

O advogado lamenta que as facilidades encontradas dentro do tribunal não se estendam no dia a dia da cidade. Para ele, apesar de a acessibilidade ter melhorado, ainda está longe do ideal. “Há 20 anos era pior. Mas ainda há postes, orelhões e outros obstáculos que atrapalham a rotina do deficiente”, critica Alves, cobrando ações do governo local em relação às calçadas e ao entorno do prédio.

Usuários

A coordenadora Maria José destaca que, atualmente, trabalham no tribunal cerca de 300 servidores com deficiência, mas que as facilidades também se estendem para pessoas com o mesmo problema e que usam os serviços do TJDFT. “Eles têm acesso à internet, à intranet. A demanda deles são nossos projetos, porque eles nos indicam de que estão precisando. Quando a mesma demanda se repete, é sinal de que algo maior precisa ser feito”, conclui.

Programa

O Programa de Inclusão da Pessoa com Deficiência conta com sete eixos: comunicacional, atitudinal, física e arquitetônica, gestão de pessoas, participação das pessoas com deficiência, promoção da saúde e consolidação da política de inclusão e acessibilidade.

Fonte: Fato Online.

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